Zac Farro: “Voltar a essa banda realmente salvou a minha vida”

O Paramore recentemente concedeu uma entrevista à revista inglesa Big Issue North. A conversa foi um Perguntas&Respostas onde o trio comentou sobre como foi o ano de 2017 e as expectativas para 2018:

O trio está começando 2018 com uma tour de seu álbum de synth-pop After Laughter, tocando na Manchester Arena em 19 de janeiro. Eles nos disseram que não irão para a cama logo após o show.

Big Issue North: A maioria das pessoas ainda está com seus moletons pós-Natal, mas você está saindo em turnê.

Hayley Williams: Parece uma boa maneira de começar o ano. A turnê que fizemos no Reino Unido e na Europa no ano passado foi incrível – foi a primeira turnê do After Laughter e a primeira vez que nós três estávamos no palco para uma turnê juntos, então é legal voltar agora, temos todo o ano de 2017 na bagagem para fazer um show maior e com mais coisas. Será bom sentir mais confiança no palco com o que estamos fazendo.

Big Issue North: Esse é o maior show até agora?

Taylor York: Nós costumávamos estar neste modo em que queríamos que cada turnê crescesse e fosse maior e com uma super produção. Era tudo sobre crescer, mas acho que estamos num ponto agora onde queremos fazer o melhor show possível. Porém não estamos tentando fazer isso grande para apenas ser algo grandioso – estamos tentando montar um show em que acreditamos. Estamos entusiasmados com a música, com o show e com a forma como foi montado, então, nesse sentido, é a maior coisa que já fizemos pessoalmente.

Big Issue North: Como foi 2017?

Zac Farro: Este ano para mim, pessoalmente, foi o mais produtivo que eu tenho tido em anos. Voltar a essa banda realmente salvou a minha vida – ter essa oportunidade, essa segunda chance. Foi um ano difícil, trabalhamos muito duro e aconteceram muitas coisas em nossas vidas pessoais, mas nós tocamos em alguns dos melhores locais para mim. O ano como um todo tem sido realmente positivo e encorajador, depois de tantos anos tocando algumas dessas músicas há mais de 10 anos, de alguma forma, gostamos mais do que nunca. Então eu estou realmente orgulhoso de nós.

Big Issue North: Toda vez que conversamos com uma banda, o homus parece ser uma das comidas mais populares nos ônibus de turnê. A vida saudável é rock & roll agora – isso começou com vocês.

Hayley: Eu nunca declarei que me privo de tudo, mas acho que fazer escolhas com base em seu próprio coração e não com base na pressão é algo que as pessoas lidam o tempo todo, desde a escola até a sua morte. As situações mudam dependendo do ambiente e as escolhas que você precisa fazer tendem a ficar mais complexas à medida que nos tornamos mais velhos. Me lembro de crescer na estrada e estar em torno de todas essas bandas mais antigas e isso pareceu legal, e eles eram maiores do que nós pois não passávamos de crianças terminando a escola e voltando para a van tentando fazer um próximo show. Agora que somos mais velhos, estamos na estrada desde 2005, não consigo imaginar como deve ter sido para as bandas nas décadas de 1980 e 1990 que lidavam com problemas, e que de alguma forma, conseguiram manter suas responsabilidades como banda. Há muito para se preocupar, eu penso, de acordo com as escolhas que você faz e por que você as faz. Você pode ser alguém que gosta de viver na estrada e gosta de sair para tomar uma bebida sem parecer uma estranha caricatura de uma estrela do rock. Nós nunca fomos isso e adoramos trabalhar. Mas eu não quero pintar uma foto de um grupo de pessoas perfeitas na estrada, indo para a cama logo após o show.

Big Issue North: A decisão foi consciente de se afastar do pop punk com este álbum?

Taylor: Quando começamos essa banda, éramos realmente muito jovens. Eu e o Zac nos conhecemos quando tínhamos 11, 12 ou 13 anos, então quando você ouve a música que fizemos naquela época, é muito diferente de onde estamos agora, 15 anos depois. Você definitivamente quer honrar e respeitar de onde veio e o que fez, mas se fizéssemos a mesma música, não seriamos mais uma banda. Estávamos conscientes de mudar o estilo, mas não apenas para fazer algo diferente, mas sim para fazer algo que gostaríamos de ouvir e que mostrasse nossas influências, mais do que no passado. Eu acho que, depois de tantos anos estando em uma certa cena e se posicionando no palco de uma certa maneira [precisávamos mudar], porque mesmo se você tentasse fazer as mesmas músicas, seria como uma cópia do que você já fez antes.

Big Issue North: Quais são suas expectativas para 2018?

Zac: Pela primeira vez, com este álbum – nos nossos vinte e poucos anos – nós experimentamos estar presentes e unidos de uma maneira verdadeiramente autêntica, enquanto trabalhamos duro e criamos arte com o que acreditamos. Em 2018, estamos ansiosos para continuar a turnê, sair e fazer shows, mas mantendo nossas cabeças no lugar certo para que então possamos fazer algo real por um bom tempo. Existe muito estresse na industria da música para ser sincero, e estamos tentando descobrir como nos manter saudáveis, como continuar no caminho para criar arte e ainda dar aos fãs e as pessoas que gostam da nossa música um ótimo show. Então, estamos apenas avançando e tentando descobrir isso ao mesmo tempo.