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Amigos em Jakarta e Manila, aqui é a Hayley.

Paramore cancela alguns shows da Tour Four devido a uma forte infecção de garganta que a Hayley teve, confira aqui a tradução da nota de esclarecimento:

Eu queria escrever pessoalmente isso e dizer a vocês que eu venho lutado contra uma dor de garganta e infecção respiratória nos últimos 2 dias. É uma doença bem chata mas se eu estivesse capaz de ter minha voz, eu e o pessoal teríamos feito o show essa noite de qualquer forma.

Infelizmente, minha garganta não melhorou e o resto dos meus sintomas só pioraram.

Depois de obter um diagnóstico oficial de um médico aqui em Jacarta, nossa equipe decidiu que seria a coisa certa adiar o show hoje a noite em Jakarta, bem como o próximo show em Manila para depois. Voltaremos a Manila no dia 23 de agosto e trabalhamos com os promotores para garantir uma data para o nosso retorno à Indonésia. Guarde seus ingressos se você já os tiver. Para ser clara – o motivo para também atrasar o show de Manila é reduzir a quantidade de viagens que teríamos que fazer nos próximos dias da turnê. Temos viajado MUITO nesta turnê. Viajar de avião pode dificultar a cicatrização por causa do ar seco, reciclado, da altitude extrema e do fato de que os aviões são basicamente apenas placas de petri voadoras. Diminuindo os vôos e tendo aqueles poucos dias fora de folga deve dar aos meus antibióticos tempo para arrasar e permitir que meu tempo de voz se recupere de toda essa tosse.

Por enquanto, estou em cuidados médico e vou descansar o máximo possível para que não tenhamos que adiar mais shows nesta turnê. Sinto muito por desaponta-los, isso inevitavelmente acontecerá a todos que estão ansiosos por esses dois shows. Eu não sei o que eu posso dizer para aliviará essa decepção.
Estamos ansiosos para voltar à Indonésia desde a nossa primeira viagem em 2011. As pessoas que construíram uma comunidade em torno do apoio para nossa música aqui são tão especiais. E estávamos tão prontos para voltar para Manila porque cada show que tocamos para nossos amigos filipinos foi um momento irado. Estamos voltando para você, então fique atento até agosto.

Última coisa, para aliviar o humor, se isso for possível: google “The Cryptkeeper – Crypt Jam” … uma semelhança assustadora com o que eu soo (e pareço) como agora.

Hayley

 

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Por Hana Naromia
“Não importa o que fazemos, estamos sempre deixando as pessoas decepcionadas” – Taylor York para a The Brag

O Paramore concedeu uma entrevista recente ao The Brag, de Sidney. A banda comenta sobre o novo álbum, sobre suas raízes pop punk e como teve que traçar seu próprio caminho no cenário musical. Lembrando que a Tour Four terá inicio em 8 de fevereiro e passará por quatro cidades australianas.

Lançado após um hiato de gravação de quatro anos, o novo álbum de Paramore, After Laugher, foi considerado pela Rolling Stone, entre outros, um dos melhores álbuns de 2017 – mas provou ser um lançamento polarizador para seu devoto público pop punk e emo. “Para ser sincero, nunca podemos ganhar”, diz o guitarrista Taylor York. “Como artista, você quer tocar novas músicas; coisas pelas quais você está inspirado. Tentamos mostrar às pessoas uma nova era; uma era em que atualmente estamos”.

Enquanto o Paramore sempre pareceu autoconfiante e orgulhoso de suas raízes do pop punk, a nova confiança da banda vem da tentativa de se afastar de uma certa imaturidade – embora eles saibam que serão criticados por isso. “Não importa o que fazemos, estamos sempre deixando as pessoas decepcionadas, e eles dirão coisas do tipo ‘Por que você não tocou isso?’. Nós tentamos não nos abalar com isso, mas sempre nos importamos”, explica York. “Nós passamos tanto tempo pensando: ‘Certo, como colocamos todas as músicas no set?’. Queremos que seja especial para os nossos fãs que nos apoiam há muito tempo, mas também eles nos ouviram tocar as músicas tantas vezes, então …”

A tonalidade da guitarra em faixas como ‘Hard Times’ consegue se manter fiel ao som original da banda sem parecer um pop chato; algo que é difícil de fazer sem parecer desagradável e que foi feito para vender. De fato, a banda está mais orgulhosa do After Laughter do que de qualquer outra coisa que eles já lançaram – mesmo que Williams admita que a gravação do álbum trouxe á tona sua própria bagagem emocional. “Foi difícil de escrever, embora tenha sido muito divertido. Nós fizemos coisas que não estávamos acostumados a fazer – coisas que realmente gostamos”.
Ao longo do álbum, com sua voz ousada e a instrumentalização exuberante que se desenrola ao redor dela, Williams traz a lembrança de Lesley Gore de 1963 cantando sobre o sofrimento adolescente em ‘It’s My Party’. Faixas como ‘Rose-Colored Boy’ explodem com a cor, a vida e acima de tudo, a rebelião – nessa música Williams canta: “Apenas me deixe chorar um pouco mais, não vou sorrir se eu não quiser”.

Zac Farro, o baterista original, passou os últimos cinco anos fazendo música com sua banda HalfNoise, mas com o After Laughter, ele está de volta. Enquanto ele estava ocupado, o tempo longe do grupo permitiu que ele desenvolvesse uma visão mais ampla e clara que trouxe algo mais verdadeiro às músicas. “Eu me sinto como um compositor, tirar esse tempo de turnê me fez aprender mais sobre minha paixão por escrever música”, explica Farro. Ele descreve seu retorno ao Paramore e o entrosamento na composição junto com Hayley e Taylor como “sem esforço”.

A banda sempre tentou fazer suas próprias coisas. Embora alguns membros da mídia tenham notado uma certa camaradagem sônica entre Paramore e os seus companheiros de gravadora – bandas como Fall Out Boy e Panic! At The Disco – eles sempre se sentiram um pouco de fora. “Foi meio estranho para nós, crescer e … tipo, nós nunca tocamos com o Panic”, diz Williams. “Eu acho que foi uma atmosfera realmente legal, especialmente para as bandas que apoiaram essa cena em que fazíamos parte … Porém nós nunca achamos que nos encaixávamos completamente e precisamos traçar o nosso próprio caminho, então tomamos medidas ao longo da última década para tentar reforçar a nossa individualidade como uma banda e encontrar a nossa própria voz em um mar de bandas jovens e que estavam se divertindo tocando músicas realmente punk. “Por último, eu diria que temos muita sorte de ter crescido tocando e fazendo turnês no momento em que fizemos; tipo, estar onde estamos e olhar os nossos vinte e tanto anos e relembrar tudo o que passamos é incrível. Agora que somos mais velhos, temos uma visão ainda mais clara de onde queremos ir. Nós podemos pegar as lições que tivemos e sermos mais confiantes em onde queremos ir.

Para muitos jovens seguidores do emo, Williams foi uma das poucas heroínas femininas em uma cena superlotada e dominada pelos homens. Felizmente, isso está começando a mudar, e Williams abraça o surgimento de novos pedidos de igualdade de gênero – embora ela não tenha a intenção de idolatrar algo. “Não acredito que nenhum ser humano seja digno de ser adorado porque todos nós temos exatamente a mesma capacidade de machucarmos uns aos outros, nos machucar, e geralmente fazer uma absoluta bagunça da vida que nos deram”, explica Williams. “E limitá-lo para a questão da masculinidade e do gênero é difícil. Claro, os meninos precisam começar a ver exemplos de vulnerabilidade e respeito pelo sexo oposto ainda muito jovens. Mas também não deve ter a ver apenas com gênero e sexualidade. Deve ter a ver com a humanidade e a coexistência. Estou cansada de ver pessoas falando de arrependimento e não de um lugar de inteligência real sobre o assunto. Tem que haver uma conversa educativa e compassiva para que possamos antecipar estes problemas antes de se transformarem em uma verdadeira dor.”

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Por Damaris Albertuni
Zac Farro: “Voltar a essa banda realmente salvou a minha vida”

O Paramore recentemente concedeu uma entrevista à revista inglesa Big Issue North. A conversa foi um Perguntas&Respostas onde o trio comentou sobre como foi o ano de 2017 e as expectativas para 2018:

O trio está começando 2018 com uma tour de seu álbum de synth-pop After Laughter, tocando na Manchester Arena em 19 de janeiro. Eles nos disseram que não irão para a cama logo após o show.

Big Issue North: A maioria das pessoas ainda está com seus moletons pós-Natal, mas você está saindo em turnê.

Hayley Williams: Parece uma boa maneira de começar o ano. A turnê que fizemos no Reino Unido e na Europa no ano passado foi incrível – foi a primeira turnê do After Laughter e a primeira vez que nós três estávamos no palco para uma turnê juntos, então é legal voltar agora, temos todo o ano de 2017 na bagagem para fazer um show maior e com mais coisas. Será bom sentir mais confiança no palco com o que estamos fazendo.

Big Issue North: Esse é o maior show até agora?

Taylor York: Nós costumávamos estar neste modo em que queríamos que cada turnê crescesse e fosse maior e com uma super produção. Era tudo sobre crescer, mas acho que estamos num ponto agora onde queremos fazer o melhor show possível. Porém não estamos tentando fazer isso grande para apenas ser algo grandioso – estamos tentando montar um show em que acreditamos. Estamos entusiasmados com a música, com o show e com a forma como foi montado, então, nesse sentido, é a maior coisa que já fizemos pessoalmente.

Big Issue North: Como foi 2017?

Zac Farro: Este ano para mim, pessoalmente, foi o mais produtivo que eu tenho tido em anos. Voltar a essa banda realmente salvou a minha vida – ter essa oportunidade, essa segunda chance. Foi um ano difícil, trabalhamos muito duro e aconteceram muitas coisas em nossas vidas pessoais, mas nós tocamos em alguns dos melhores locais para mim. O ano como um todo tem sido realmente positivo e encorajador, depois de tantos anos tocando algumas dessas músicas há mais de 10 anos, de alguma forma, gostamos mais do que nunca. Então eu estou realmente orgulhoso de nós.

Big Issue North: Toda vez que conversamos com uma banda, o homus parece ser uma das comidas mais populares nos ônibus de turnê. A vida saudável é rock & roll agora – isso começou com vocês.

Hayley: Eu nunca declarei que me privo de tudo, mas acho que fazer escolhas com base em seu próprio coração e não com base na pressão é algo que as pessoas lidam o tempo todo, desde a escola até a sua morte. As situações mudam dependendo do ambiente e as escolhas que você precisa fazer tendem a ficar mais complexas à medida que nos tornamos mais velhos. Me lembro de crescer na estrada e estar em torno de todas essas bandas mais antigas e isso pareceu legal, e eles eram maiores do que nós pois não passávamos de crianças terminando a escola e voltando para a van tentando fazer um próximo show. Agora que somos mais velhos, estamos na estrada desde 2005, não consigo imaginar como deve ter sido para as bandas nas décadas de 1980 e 1990 que lidavam com problemas, e que de alguma forma, conseguiram manter suas responsabilidades como banda. Há muito para se preocupar, eu penso, de acordo com as escolhas que você faz e por que você as faz. Você pode ser alguém que gosta de viver na estrada e gosta de sair para tomar uma bebida sem parecer uma estranha caricatura de uma estrela do rock. Nós nunca fomos isso e adoramos trabalhar. Mas eu não quero pintar uma foto de um grupo de pessoas perfeitas na estrada, indo para a cama logo após o show.

Big Issue North: A decisão foi consciente de se afastar do pop punk com este álbum?

Taylor: Quando começamos essa banda, éramos realmente muito jovens. Eu e o Zac nos conhecemos quando tínhamos 11, 12 ou 13 anos, então quando você ouve a música que fizemos naquela época, é muito diferente de onde estamos agora, 15 anos depois. Você definitivamente quer honrar e respeitar de onde veio e o que fez, mas se fizéssemos a mesma música, não seriamos mais uma banda. Estávamos conscientes de mudar o estilo, mas não apenas para fazer algo diferente, mas sim para fazer algo que gostaríamos de ouvir e que mostrasse nossas influências, mais do que no passado. Eu acho que, depois de tantos anos estando em uma certa cena e se posicionando no palco de uma certa maneira [precisávamos mudar], porque mesmo se você tentasse fazer as mesmas músicas, seria como uma cópia do que você já fez antes.

Big Issue North: Quais são suas expectativas para 2018?

Zac: Pela primeira vez, com este álbum – nos nossos vinte e poucos anos – nós experimentamos estar presentes e unidos de uma maneira verdadeiramente autêntica, enquanto trabalhamos duro e criamos arte com o que acreditamos. Em 2018, estamos ansiosos para continuar a turnê, sair e fazer shows, mas mantendo nossas cabeças no lugar certo para que então possamos fazer algo real por um bom tempo. Existe muito estresse na industria da música para ser sincero, e estamos tentando descobrir como nos manter saudáveis, como continuar no caminho para criar arte e ainda dar aos fãs e as pessoas que gostam da nossa música um ótimo show. Então, estamos apenas avançando e tentando descobrir isso ao mesmo tempo.

 

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Por Damaris Albertuni
Hayley Williams e Brian O’Connor na capa da Native

A última edição da revista Native estampa Hayley Williams e Brian O’Connor na capa. Nela a Native comenta sobre a parceria da dupla na goodDYEyoung e cita os produtos que a marca disponibiliza para você ter o cabelo perfeito:

Morrissey um dia disse, “Eu digo que se seu cabelo estiver errado, sua vida inteira está errada.” Enquanto não enlouquecemos com as últimas do Morrissey, essa é uma afirmação que podemos deixar pra trás. Um bom cabelo pode fazer um um bom dia ser ótimo e um dia ruim se tornar melhor, e nós honestamente não precisamos mais de dias ruins em 2018 (2017 nos trouxe o suficiente). Para ajudar na nossa jornada em busca do cabelo perfeito (e por consequência, uma boa vida) a goodDYEyoung é uma companhia de tintas para cabelo vegana e que não faz testes em animais, fundada por Hayley Williams do Paramore e seu estilista e amigo de longa data Brian O’Connor. A companhia de Nashville oferece uma linha de tintas semi permanentes, kit iluminador, descolorante, e as “Poser Pastes” (se ao menos James Franco tivesse uma dessas no episodio de punk de Freakes and Geeks) para te ajudar a mostrar o seu interior, seja ele qual for. Através da goodDYEyoung, Williams e O’Connor esperam criar uma “comunidade de pessoas diferentes que apoiem uns aos outros através da aceitação e compreensão.” Podemos ter esses dois em Washington já?

 

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Por Damaris Albertuni
“Se eu pudesse, tocaria só o After Laughter” – Hayley para o MusicFeeds

O postal australiano Music Feeds recentemente conversou com a banda, na entrevista Hayley, Zac e Taylor falaram sobre os próximos shows, as mudanças que a era After Laughter trouxe à eles, o retorno de Zac Farro e possíveis músicas novas. O Paramore retorna à Austrália no dia 8 de fevereiro com a Tour Four.

Music Feeds: Vocês não fazem tour na Austrália desde 2014, então vão fazer 4 anos assim que fevereiro chegar. Pelo quê vocês estão ansiosos pra essa tour?

Hayley: Nós amamos a Austrália. A gente queria estar fazendo show por lá o tempo inteiro (risos), então estamos prontos pra voltar e ver vocês. Vamos estar por ai quando está um frio congelante em casa então vamos aproveitar um pouco de clima bom e alguns shows enormes, vai ser demais.

Music Feeds: Este álbum apresentou um Paramore que admitiu uma mudança bem grande de estética e som. O que podemos esperar de vocês ao vivo?

Taylor: Bom, vai ter nós três, digo, quatro tocando no palco. Vamos tocar várias músicas e vamos tentar toca-las da melhor maneira possível. Você definitivamente pode esperar por alguns resvalos, por algumas músicas que você gosta e outras que você não goste tanto quanto as outras, mas você também pode esperar que vamos estar muito animados e seremos o melhor que somos.

Music Feeds: Então não vai ser só algo do tipo a tour do “O melhor do Paramore”?

Zac: Acho que o que o Taylor quis dizer é que cada álbum que você lança, é o que deixa você mais empolgado. Então é difícil querer tocar músicas antigas mesmo que a gente ainda ame elas, porque parece que somos pessoas diferentes. Ainda podemos nos conectar com elas e sabemos que são importantes pros fãs, mas quando você lança um álbum novo, é como se você estivesse comprando uma camiseta nova ou algo assim. É a única coisa que você quer vestir. Então vamos vestir bastante as nossas novas camisetas (risos) e algumas outras roupas velhas.

Taylor: Vamos dar aos fãs o pacote completo. Nunca seremos aquelas bandas que só fazem esse tipo de coisa por eles mesmos. Sabemos que as pessoas amam nossas músicas antigas, mas você não pode satisfazer todo mundo, não é?

Music Feeds: Exato, e imagino que seja difícil condensar 10 anos de músicas dentro de apenas uma setlist.

Hayley: Sim! Estamos tentando tocar sons que realmente amamos e que estamos animados pra tocar, seja a primeira vez que estamos tocando ou seja músicas mais velhas que podemos dar uma nova vida. Muitas pessoas que nos apoiam por um longo tempo foram à inúmeros shows do Paramore e nos importamos com isso, queremos ter certeza de que estamos satisfazendo esse pessoal. Mas também… esse é o nosso trabalho e é também a nossa paixão. Realmente, de verdade, a nossa paixão. Estamos tocando juntos e criando músicas do zero, então nós também queremos estar no palco e tocar músicas que nos animam e que não apenas nos conecte individualmente mas também um com o outro. Tenho certeza de que será bem equilibrado, mas pessoalmente, se eu pudesse, estaria tocando só o After Laughter. Se fossemos uma banda só “da Hayley”, tocariamos apenas esse nosso último álbum porque estou animada e orgulhosa dele, então esta é outra boa razão para se estar em grupo: ter todo mundo dando a sua opinião e ajudando a escolher e montar e olhar as coisas de outra perspectiva.

Music Feeds: E músicas como “26”? Porque obviamente o coração desta música está no lindo arranjo de acordes. Vocês terão uma banda completa fazendo a tour com vocês para recriar músicas como essa? Ou vai ser algo mais cru para os shows?

Taylor: Você está deduzindo que vamos tocar essa música (risos).

Music Feeds: Estou apenas tentando pescar alguma coisa.

Hayley: Bom, você conhece algum quarteto ou octeto? (risos).

Music Feeds: Claro, ligue para a Orquestra Sinfônica de Sydney! Tenho certeza que eles topariam.

Taylor: Para aquela música vamos usar um helicóptero para chegar até o Opera House, tocar via satélite e depois voltar pra terminar o show (risos).

Hayley: (Risos) Sim! Ainda temos que tocar essa música com acordes, um dia faremos isso.

Music Feeds: Mesmo sem “26”, eu tenho certeza que vem sendo incrível tocar muitas das músicas do After Laughter ao vivo. As músicas são bem pop e sintetizadas, mas elas também tem letras bastante obscuras. Como é revisar alguns desses momentos no palco?

Hayley: Há noites em que eu acho mais difícil, estaremos tocando e vou cantar uma algo em que não penso faz tempo e que vai me soar de forma diferente. Mas acho que isso é bom. Quero dizer, eu estou falando por mim mesma aqui, mas penso que isso é saudável. Você tem que olhar para o espelho de vez em quando e realmente refletir sobre o que você disse sobre sua vida e a diferença em talvez o que você sente agora. E de muitas maneiras, acho que foi uma cura para todos nós sair e tocar essas músicas para as pessoas. Eu acho que ver outras pessoas se relacionando com elas em sua própria maneira é bom, porque então você fica fora de sua cabeça e percebe que não é a única pessoa a lidar com isso. É mais um tipo de coisa universal. E é por isso que a música é tão incrível. Existem algumas músicas que ainda não tocamos do disco e acho que será bom tocar elas e sentir as emoções e dar a essas histórias uma nova vida.

Music Feeds: E como foi para você Zac? Você obviamente já voltou a banda há um tempo agora, mas foi surreal voltar à estrada e tocar com esses caras?

Zac: Sim! Quero dizer, especialmente porque eu realmente não tinha entrado em turnê desde que eu deixei a banda em 2010. Me sentia um estrangeiro, mas ao mesmo tempo sentia como se fosse a parte de trás da minha mão porque eu tinha feito isso desde que nós éramos crianças. Então, foi incrível. Na verdade, eu vivi na Nova Zelândia há alguns anos e, sem ofender, mas definitivamente tenho uma nova perspectiva sobre turnês e viagens, algo que perdi nos velhos tempos. Então é muito divertido e realmente excitante agora, depois de tudo. É suave.

Music Feeds: “Suave”? É uma gíria que você aprendeu durante esses anos na Nova Zelândia?

Zac: (Risos) Sim! Eu tive que falar ela aqui.

Music Feeds: Vocês foram bem sinceros que houve alguns momentos nos últimos anos em que o Paramore quase chamou de encerramento. Como esse álbum mudou o espaço inicial da banda desde então?

Hayley: Bem, estamos definitivamente rompendo (risos). Não, estamos bem. Na verdade, falamos muito sobre isso. Eu acho que ainda estamos nos beliscando e é bom estar saudável e em torno de amigos. Acho que é apenas algo que aprendemos nos últimos 15 anos uns com os outros, como a diferença em ser realmente muito honesto e apoiar uns aos outros e onde estamos e também ajudando a escolher um ao outro. Você precisa aprender o equilíbrio da fé e do apoio, e nós somos realmente afortunados que amamos estar um ao redor do outro. Na verdade, penso que adoramos estar juntos mais do que adoramos tocar música agora, o que não acontece há muito tempo.

Music Feeds: E quanto a alguma música nova? Vocês estiveram trabalhando em novas coisas enquanto estiveram na estrada?

Taylor: Eu vou dar uma sugestão… não (risos). Nós queremos mas… eu vou te dar uma outra sugestão… ainda não é um sim (risos).

Zac: É, nós teremos que te dar um resposta simples para esta pergunta (risos).

Bem, acho que nós podemos escutar o After Laughter repetidas vezes até que mude para um sim.

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Por Damaris Albertuni
Hayley Williams é uma inspiração para todas as mulheres, músicos e fãs.

Ontem foi aniversário de 29 anos da Hayley, e a revista Alternative Press não deixou a data passar em branco, e assim publicou como Hayley é uma inspiração para todos. Leia abaixo a tradução.

No dia internacional da mulher deste ano, Chrissy Costanza, do Against The Current, compartilhou uma nota sincera agradecendo a Hayley Williams por ser uma inspiração em sua vida.

“Ela me mostrou que está certo para as meninas ficarem loucas. Está certo para as meninas serem poderosas, liderar, mandar, conquistar “, a cantora escreveu. “Os anos mudaram, as cores do cabelo mudaram, a música mudou, mas o espírito empoderado nunca mudou”.

 

O que Costanza está colocando é, em algum nível, um sentimento compartilhado por muitas mulheres nesta cena, músico ou fã: Hayley é uma inspiração para todos nós.

Durante muito tempo, ela foi o único exemplo. Foi para Hayley que olhamos quando descobrimos nossos lugares na cena musical. Sua posição como vocalista em uma das bandas mais bem sucedidas desta cena nos ensinou que as mulheres não são apenas o assunto de letras mesquinhas, que o lugar de uma menina não é apenas na platéia torcendo para homens.

Lindsey Jordan da Snail Mail lembra o momento em que viu Paramore pela primeira vez vividamente. “Eu tinha oito anos e, antes ve-los, não sabia que as mulheres podiam estar nas bandas”, ela diz à AP. “Minha irmã me trouxe para o show e foi quando eu decidi que eu também queria estar em uma banda”.

Embora ela já tenha se tornado uma inspiração para as novas mulheres, Lynn Gunn, também, olha para Hayley. “Eu sou um grande fã de Paramore, e conheci Hayley e ela falou algumas coisas muito legais e tivemos uma conversa legal”, respondeu a vocalista do PVRIS quando perguntado sobre seu momento favorito na APMAS de 2015. “Foi muito mágico. Ela é demais.”

Eu adoraria dizer que o sucesso de Hayley abriu instantaneamente um espaço para que cada mulher fosse ela mesma dentro da comunidade musical, mas isso seria uma mentira. O que aconteceu primeiro era que todos precisávamos ser exatamente como ela, se queríamos um lugar. Não que não pensemos que Hayley seja muito legal – se você olhar rapidamente para o site da AP, você encontrará mais de um post sobre como se vestir como ela. Mas não é isso, né?

Ela não é o rosto das mulheres na cena; todas somos diferentes. Ela não é um exemplo do que devemos fazer, ou como devemos nos parecer. Lynn Gunn, Jenna McDougall, Tay Jardine, Chrissy Costanza, Sierra Kay, Juliet Simms ou qualquer outra vocalista que você possa pensar, não são Hayley Williams, e elas não deveriam ser. Independentemente do que nos foi dito uma e outra vez, nossa cena tem espaço suficiente para um monte de mulheres bem sucedidas e constantemente comparar cada banda com vocalista mulher com o Paramore não está fazendo bem algum. Hayley está longe de ser o fim de todas as bandas de vocal feminino da nossa cena, mas ela é, no entanto, a fonte de inspiração para muitas mulheres, adolescentes e meninas.

Basta, por exemplo, ver todas as vezes que Hayley teve que lidar com essa letra “Misery Business”. Nós já sabemos que Hayley era jovem quando ela escreveu e ela não se identifica mais com as letras. Aprendemos com a primeira vez que um repórter perguntou sobre isso; as outras cem vezes que perguntaram eram simplesmente sexistas. Por que não foram Panic! At The Disco perguntados sobre a letra de “I Write Sins Not Tragedies”? Por que não questionamos o “Me vs. Maradona vs. Elvis” da Brand New até Jesse Lacey ser acusado de má conduta sexual? Hayley teve que lidar com muita besteira e sexismo ao longo dos anos, mas ela sempre lidou com isso tudo. Basta ver como ela abordou a crítica da letra:

“… e essa é a parte engraçada sobre crescer em uma banda com algum grau de sucesso. as pessoas ainda têm meu diário. o passado e o presente. tudo bem. e ruim e embaraçoso isso! mas não tenho vergonha. uma coisa em que eu sou mais agradecida acima de tudo são minhas experiências – incluindo meus erros – me moldaram e me fizeram alguém mais feliz em ser. é sempre estressante trazer vocês para isso, mas quando eu paro e penso…é uma grande honra que alguém se preocupe em primeiro lugar. em conclusão. eu sou uma pessoa de 26 anos. e sim, uma feminista orgulhosa.  talvez não seja perfeita? obrigada por ler isso. “-Hayley Williams escreveu em seu blog em 2015

Quando olhamos para Hayley, vemos uma figura empoderadora. Ela não é apenas a líder de uma banda vencedora do Grammy, ela é uma empresária nomeada na lista de pessoas baixo de 30 anos da Forbes, graças à sua marca de tintura de cabelo vegana premiada (GoodDYEYoung ganhou o melhor tinta de cabelo vegana no Peta2’s 2017 Libby Awards). Ela é imperfeita e ela também é uma pessoa que não tem medo de mostrar um lado vulnerável, informando-nos que tudo bem lutar.

https://twitter.com/yelyahwilliams/status/933188422453227523

 

Nós nos relacionamos com suas letras, de “We Are Broken” do Riot! a “26” do After Laughter. Nós entendemos quando ela se abre sobre sua acne eo que aprender sobre o feminismo significa.

Nos 12 anos desde o álbum de estréia do Paramore, All We Know Is Falling, vimos a vocalista mudar e evoluir. Nós sempre lembraremos de suas diferentes cores de cabelo e as letras poderosas, mas, através das ações de Hayley Williams, aprendemos: podemos fazer o que quisermos e ser quem quisermos ser.

 

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Por Hana Naromia
Top 50 Albums of 2017 da Consequence Sound e da Rolling Stone

Mais uma vez o Paramore está marcando presença no top 50 albuns nesse fim de ano, agora é da Conseguence Sound. After Laughter ficou em 45º lugar.

Com After Laughter, Paramore se afastar completamente de suas origens pop-punk e abraçar as influências do Fleetwood Mac, Talking Heads e Blondie. Com ganchos e produção pop dos anos 80 combinando para um som brilhante e polido que esconde o coração quebrado e a dor por baixo das letras. Hayley descreve melhor o álbum com o slogan “cry hard, dance harder”.

Essential Tracks: “Rose Colored Boy”, “26”, e “Hard Times”

https://consequenceofsound.net/2017/11/top-50-albums-of-2017/

 

E com a revista Rolling Stone não foi diferente, e nosso trio alcançou a posição 25 no top albums of the year.

Confira o tweet da banda em agradecimento as respectivas revistas:

 

https://twitter.com/paramore/status/935644327367401472

 

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Por Hana Naromia
Paramore lança videoclipe de Fake Happy

Screaming… Hallelujah! O clipe de Fake Happy está entre nós! A banda liberou nesta tarde o tão esperado clipe da música que é o terceiro single do álbum After Laughter, dirigido por Zac Farro. Assista abaixo o resultado:

 

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Por Damaris Albertuni
Após tragédia, o show do Paramore em Nova York provou que ‘Laughter’ (e dançar) são os melhores remédios.

A banda de rock trouxe a Tour Two à New York’s Radio City Music Hall para uma noite de liberdade em meio a uma “semana péssima.”

Foto de julho de 2017

 

 

“If we cry hard, we dance harder” (se chorarmos muito, nós dançamos mais ainda), Hayley Williams conta que a platéia lotada da quarta feira dia 4 de outubro, no New York’s Radio City Music Hall, “foi uma semana péssima, tem sido uma merda sentimental, e queremos apenas dançar com vocês, cantar com vocês, chorar com vocês. Você calçou seus sapatos de dança?”

Apesar de ser apenas quarta-feira, a semana já havia sido muito horrível, com o tiroteio no festival em Las Vegas no domingo e a repentina morte na  segunda-feira de Tom Petty (2 de outubro). Os comentários da Hayley ao longo de todo o show deixaram claro que ela estava tão triste quanto qualquer um na platéia de 6.000 pessoas. Enquanto ela tivesse com a energia de alguém que estivesse muito feliz (sem mencionar sua roupa de lantejoulas douradas brilhantes), era profundo o sentimento “cry hard, dance forever”, mostrando que a energia era alimentada pela emoção- seja ela puramente positiva ou o contrário.

Mas isso não seria surpreendente, a “energia emocional” poderia ser uma descrição de todo catálogo do Paramore. E com o setlist compilado para Tour Two North American isso é ainda mais verdadeiro.

Iniciando o show com o hit de After Laughter  ‘Hard Times’, Paramore realizou um setlist de 19 musicas com seus maiores sucessos, com faixas mais emocionantes como ‘That’s What You Get’ à ‘Fake Happy’, Hayley cumpriu o dever de uma vocalista, batendo o cabelo, mas talvez o mais necessário –  pelo menos no momento desse show em particular- declarações sinceras e animadas para deixar o espírito pra cima.

“Alguém tem sentimentos? Eles te pegaram” disse ela antes da faixa do Self Titled “Hate to See Your Heart Break”. Depois da brincadeira sobre como o Paramore passou muito da sua carreira gritando aos fãs pela música, ela  também tocou sobre sinceridade nas músicas: “É bom deixar vulnerável, o que é assustador. Mas acho que é uma escolha que leva a noites como essa.”

O ponto mais emocional veio quando Hayley e o guitarrista Taylor York se despojaram para a versão acústica de “26” (“as cadeiras estão fora, as luvas estão fora, Nova York” Hayley brincou), mas muito como o resto do show, com a plateia cantando muito alto, sentia-se como qualquer tristeza era ultrapassada por paixão. E enquanto o coro de estranhos era praticamente estrondoso, quando chegou a hora de Hayley falar ela teve total atenção.

 

 

Foto do show em New York’s Radio City Music Hall, outubro 2017.

 

 

“Eu não vou pregar para você ou coisa assim”, disse ela antes das ultimas musicas na parte pré-bis do show- provocando um eco unanime, “pregue, pregue, pregue” que ecoou no lugar, Hayley continuou dizendo aos fãs que usassem a tristeza ou a dor como inspiração para criar, algo que levou à música que lançaram no mundo.

Antes de entrar em Misery Business, clássico do Riot!, Hayley refletiu sobre o aniversário de 10 anos do seu segundo álbum, e como 2007 foi um tempo bastante simples- bem, apesar das calças amarelas insanamente apertadas que ela usava (“estou falando sério, eu não conseguia sentir por pernas por aquele ano inteiro” ela ria) agradecendo a multidão por crescer junto com eles, Hayley passou a levar a energia a um nível ainda maior, sendo a melhor solução para os fãs esquecerem toda a negatividade da semana.

Ao retornar ao palco e tocar “Caught in the Middle” para dar início a parte do bis, Hayley fez de suas mensagens positivas, reconhecendo como a música compartilhada com uma sala cheia de fãs espirituosos era exatamente o que eles- e o mundo- precisavam.

“É bom ver você dançando, é bom vê-lo cantando, é bom vê-lo sorrindo”, ela disse com um sorriso de orelha-orelha. “Quando nos reunimos assim, podemos fazer muito. Podemos fazer muitas mudanças – o que eu sei é difícil de acreditar, porque o mundo está louco. E em noites como esta, em semanas como esta, é especial. ”

Foto do show em New York’s Radio City Music Hall, outubro 2017.

 

confira a matéria original aqui: http://www.billboard.com/articles/columns/rock/7989434/paramore-tour-two-radio-city-music-hall-nyc-show-recap?utm_source=twitter

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Por Hana Naromia
“Cabelo é muito emocional para mim”

Confira a tradução de uma entrevista em que Hayley fala sobre seus sentimentos sobre seu cabelo:

“Em uma nova entrevista com Entertainment Weekly, foi questionado sobre o álbum ‘After Laughter’. Entre os tópicos da conversa estam os cabelos de Hayley Williams, que foi bastante impressionante para alguns fãs. Hayley falou o seguinte sobre o visual:

‘A “coisa” do cabelo é muito emocional para mim. Cerca de um ano atrás, eu liguei para meu cabeleireiro e foi como ‘Estou passando por muita coisa. Preciso de uma reinicialização. Eu preciso que vocé platine meu cabelo’. Isso trm sido muito importante para mim, estou com 27/28 anos, para me mostrar todas as manhãs que não sou alguem que vai viver no passado. Quando for hora da ‘Hayley neon’ voltar a vida, ela irá. Mas por agora, sou eu.”

 

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Por Hana Naromia