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“Não importa o que fazemos, estamos sempre deixando as pessoas decepcionadas” – Taylor York para a The Brag

O Paramore concedeu uma entrevista recente ao The Brag, de Sidney. A banda comenta sobre o novo álbum, sobre suas raízes pop punk e como teve que traçar seu próprio caminho no cenário musical. Lembrando que a Tour Four terá inicio em 8 de fevereiro e passará por quatro cidades australianas.

Lançado após um hiato de gravação de quatro anos, o novo álbum de Paramore, After Laugher, foi considerado pela Rolling Stone, entre outros, um dos melhores álbuns de 2017 – mas provou ser um lançamento polarizador para seu devoto público pop punk e emo. “Para ser sincero, nunca podemos ganhar”, diz o guitarrista Taylor York. “Como artista, você quer tocar novas músicas; coisas pelas quais você está inspirado. Tentamos mostrar às pessoas uma nova era; uma era em que atualmente estamos”.

Enquanto o Paramore sempre pareceu autoconfiante e orgulhoso de suas raízes do pop punk, a nova confiança da banda vem da tentativa de se afastar de uma certa imaturidade – embora eles saibam que serão criticados por isso. “Não importa o que fazemos, estamos sempre deixando as pessoas decepcionadas, e eles dirão coisas do tipo ‘Por que você não tocou isso?’. Nós tentamos não nos abalar com isso, mas sempre nos importamos”, explica York. “Nós passamos tanto tempo pensando: ‘Certo, como colocamos todas as músicas no set?’. Queremos que seja especial para os nossos fãs que nos apoiam há muito tempo, mas também eles nos ouviram tocar as músicas tantas vezes, então …”

A tonalidade da guitarra em faixas como ‘Hard Times’ consegue se manter fiel ao som original da banda sem parecer um pop chato; algo que é difícil de fazer sem parecer desagradável e que foi feito para vender. De fato, a banda está mais orgulhosa do After Laughter do que de qualquer outra coisa que eles já lançaram – mesmo que Williams admita que a gravação do álbum trouxe á tona sua própria bagagem emocional. “Foi difícil de escrever, embora tenha sido muito divertido. Nós fizemos coisas que não estávamos acostumados a fazer – coisas que realmente gostamos”.
Ao longo do álbum, com sua voz ousada e a instrumentalização exuberante que se desenrola ao redor dela, Williams traz a lembrança de Lesley Gore de 1963 cantando sobre o sofrimento adolescente em ‘It’s My Party’. Faixas como ‘Rose-Colored Boy’ explodem com a cor, a vida e acima de tudo, a rebelião – nessa música Williams canta: “Apenas me deixe chorar um pouco mais, não vou sorrir se eu não quiser”.

Zac Farro, o baterista original, passou os últimos cinco anos fazendo música com sua banda HalfNoise, mas com o After Laughter, ele está de volta. Enquanto ele estava ocupado, o tempo longe do grupo permitiu que ele desenvolvesse uma visão mais ampla e clara que trouxe algo mais verdadeiro às músicas. “Eu me sinto como um compositor, tirar esse tempo de turnê me fez aprender mais sobre minha paixão por escrever música”, explica Farro. Ele descreve seu retorno ao Paramore e o entrosamento na composição junto com Hayley e Taylor como “sem esforço”.

A banda sempre tentou fazer suas próprias coisas. Embora alguns membros da mídia tenham notado uma certa camaradagem sônica entre Paramore e os seus companheiros de gravadora – bandas como Fall Out Boy e Panic! At The Disco – eles sempre se sentiram um pouco de fora. “Foi meio estranho para nós, crescer e … tipo, nós nunca tocamos com o Panic”, diz Williams. “Eu acho que foi uma atmosfera realmente legal, especialmente para as bandas que apoiaram essa cena em que fazíamos parte … Porém nós nunca achamos que nos encaixávamos completamente e precisamos traçar o nosso próprio caminho, então tomamos medidas ao longo da última década para tentar reforçar a nossa individualidade como uma banda e encontrar a nossa própria voz em um mar de bandas jovens e que estavam se divertindo tocando músicas realmente punk. “Por último, eu diria que temos muita sorte de ter crescido tocando e fazendo turnês no momento em que fizemos; tipo, estar onde estamos e olhar os nossos vinte e tanto anos e relembrar tudo o que passamos é incrível. Agora que somos mais velhos, temos uma visão ainda mais clara de onde queremos ir. Nós podemos pegar as lições que tivemos e sermos mais confiantes em onde queremos ir.

Para muitos jovens seguidores do emo, Williams foi uma das poucas heroínas femininas em uma cena superlotada e dominada pelos homens. Felizmente, isso está começando a mudar, e Williams abraça o surgimento de novos pedidos de igualdade de gênero – embora ela não tenha a intenção de idolatrar algo. “Não acredito que nenhum ser humano seja digno de ser adorado porque todos nós temos exatamente a mesma capacidade de machucarmos uns aos outros, nos machucar, e geralmente fazer uma absoluta bagunça da vida que nos deram”, explica Williams. “E limitá-lo para a questão da masculinidade e do gênero é difícil. Claro, os meninos precisam começar a ver exemplos de vulnerabilidade e respeito pelo sexo oposto ainda muito jovens. Mas também não deve ter a ver apenas com gênero e sexualidade. Deve ter a ver com a humanidade e a coexistência. Estou cansada de ver pessoas falando de arrependimento e não de um lugar de inteligência real sobre o assunto. Tem que haver uma conversa educativa e compassiva para que possamos antecipar estes problemas antes de se transformarem em uma verdadeira dor.”

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Por Damaris Albertuni
Zac Farro: “Voltar a essa banda realmente salvou a minha vida”

O Paramore recentemente concedeu uma entrevista à revista inglesa Big Issue North. A conversa foi um Perguntas&Respostas onde o trio comentou sobre como foi o ano de 2017 e as expectativas para 2018:

O trio está começando 2018 com uma tour de seu álbum de synth-pop After Laughter, tocando na Manchester Arena em 19 de janeiro. Eles nos disseram que não irão para a cama logo após o show.

Big Issue North: A maioria das pessoas ainda está com seus moletons pós-Natal, mas você está saindo em turnê.

Hayley Williams: Parece uma boa maneira de começar o ano. A turnê que fizemos no Reino Unido e na Europa no ano passado foi incrível – foi a primeira turnê do After Laughter e a primeira vez que nós três estávamos no palco para uma turnê juntos, então é legal voltar agora, temos todo o ano de 2017 na bagagem para fazer um show maior e com mais coisas. Será bom sentir mais confiança no palco com o que estamos fazendo.

Big Issue North: Esse é o maior show até agora?

Taylor York: Nós costumávamos estar neste modo em que queríamos que cada turnê crescesse e fosse maior e com uma super produção. Era tudo sobre crescer, mas acho que estamos num ponto agora onde queremos fazer o melhor show possível. Porém não estamos tentando fazer isso grande para apenas ser algo grandioso – estamos tentando montar um show em que acreditamos. Estamos entusiasmados com a música, com o show e com a forma como foi montado, então, nesse sentido, é a maior coisa que já fizemos pessoalmente.

Big Issue North: Como foi 2017?

Zac Farro: Este ano para mim, pessoalmente, foi o mais produtivo que eu tenho tido em anos. Voltar a essa banda realmente salvou a minha vida – ter essa oportunidade, essa segunda chance. Foi um ano difícil, trabalhamos muito duro e aconteceram muitas coisas em nossas vidas pessoais, mas nós tocamos em alguns dos melhores locais para mim. O ano como um todo tem sido realmente positivo e encorajador, depois de tantos anos tocando algumas dessas músicas há mais de 10 anos, de alguma forma, gostamos mais do que nunca. Então eu estou realmente orgulhoso de nós.

Big Issue North: Toda vez que conversamos com uma banda, o homus parece ser uma das comidas mais populares nos ônibus de turnê. A vida saudável é rock & roll agora – isso começou com vocês.

Hayley: Eu nunca declarei que me privo de tudo, mas acho que fazer escolhas com base em seu próprio coração e não com base na pressão é algo que as pessoas lidam o tempo todo, desde a escola até a sua morte. As situações mudam dependendo do ambiente e as escolhas que você precisa fazer tendem a ficar mais complexas à medida que nos tornamos mais velhos. Me lembro de crescer na estrada e estar em torno de todas essas bandas mais antigas e isso pareceu legal, e eles eram maiores do que nós pois não passávamos de crianças terminando a escola e voltando para a van tentando fazer um próximo show. Agora que somos mais velhos, estamos na estrada desde 2005, não consigo imaginar como deve ter sido para as bandas nas décadas de 1980 e 1990 que lidavam com problemas, e que de alguma forma, conseguiram manter suas responsabilidades como banda. Há muito para se preocupar, eu penso, de acordo com as escolhas que você faz e por que você as faz. Você pode ser alguém que gosta de viver na estrada e gosta de sair para tomar uma bebida sem parecer uma estranha caricatura de uma estrela do rock. Nós nunca fomos isso e adoramos trabalhar. Mas eu não quero pintar uma foto de um grupo de pessoas perfeitas na estrada, indo para a cama logo após o show.

Big Issue North: A decisão foi consciente de se afastar do pop punk com este álbum?

Taylor: Quando começamos essa banda, éramos realmente muito jovens. Eu e o Zac nos conhecemos quando tínhamos 11, 12 ou 13 anos, então quando você ouve a música que fizemos naquela época, é muito diferente de onde estamos agora, 15 anos depois. Você definitivamente quer honrar e respeitar de onde veio e o que fez, mas se fizéssemos a mesma música, não seriamos mais uma banda. Estávamos conscientes de mudar o estilo, mas não apenas para fazer algo diferente, mas sim para fazer algo que gostaríamos de ouvir e que mostrasse nossas influências, mais do que no passado. Eu acho que, depois de tantos anos estando em uma certa cena e se posicionando no palco de uma certa maneira [precisávamos mudar], porque mesmo se você tentasse fazer as mesmas músicas, seria como uma cópia do que você já fez antes.

Big Issue North: Quais são suas expectativas para 2018?

Zac: Pela primeira vez, com este álbum – nos nossos vinte e poucos anos – nós experimentamos estar presentes e unidos de uma maneira verdadeiramente autêntica, enquanto trabalhamos duro e criamos arte com o que acreditamos. Em 2018, estamos ansiosos para continuar a turnê, sair e fazer shows, mas mantendo nossas cabeças no lugar certo para que então possamos fazer algo real por um bom tempo. Existe muito estresse na industria da música para ser sincero, e estamos tentando descobrir como nos manter saudáveis, como continuar no caminho para criar arte e ainda dar aos fãs e as pessoas que gostam da nossa música um ótimo show. Então, estamos apenas avançando e tentando descobrir isso ao mesmo tempo.

 

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Por Damaris Albertuni
Hayley Williams e Brian O’Connor na capa da Native

A última edição da revista Native estampa Hayley Williams e Brian O’Connor na capa. Nela a Native comenta sobre a parceria da dupla na goodDYEyoung e cita os produtos que a marca disponibiliza para você ter o cabelo perfeito:

Morrissey um dia disse, “Eu digo que se seu cabelo estiver errado, sua vida inteira está errada.” Enquanto não enlouquecemos com as últimas do Morrissey, essa é uma afirmação que podemos deixar pra trás. Um bom cabelo pode fazer um um bom dia ser ótimo e um dia ruim se tornar melhor, e nós honestamente não precisamos mais de dias ruins em 2018 (2017 nos trouxe o suficiente). Para ajudar na nossa jornada em busca do cabelo perfeito (e por consequência, uma boa vida) a goodDYEyoung é uma companhia de tintas para cabelo vegana e que não faz testes em animais, fundada por Hayley Williams do Paramore e seu estilista e amigo de longa data Brian O’Connor. A companhia de Nashville oferece uma linha de tintas semi permanentes, kit iluminador, descolorante, e as “Poser Pastes” (se ao menos James Franco tivesse uma dessas no episodio de punk de Freakes and Geeks) para te ajudar a mostrar o seu interior, seja ele qual for. Através da goodDYEyoung, Williams e O’Connor esperam criar uma “comunidade de pessoas diferentes que apoiem uns aos outros através da aceitação e compreensão.” Podemos ter esses dois em Washington já?

 

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Por Damaris Albertuni
“Eu estava vivendo a minha própria tempestade” – Hayley Williams para a Fast Company

Recentemente Hayley Williams conversou com a Fast Company e refletiu sobre seus dois últimos anos e comentou sobre como o novo álbum se relaciona ao cenário político atual e a temas sociais.

A líder da banda de pop-rock explica como seu álbum de 2017, “After Laughter”,  se transformou em um recorde com ressonância social.

“Por tudo o que sei, o melhor acabou e o pior ainda está por vir” a líder do Paramore canta na primeira frase de “Told You So”, um dos singles do aclamado álbum da banda, After Laughter, que apareceu em várias das melhores listas de 2017.

Embora ela escreveu esta música (e a maioria das outras faixas dançantes e pop do álbum) em 2016, suas letras se incluem em uma certa onda de 2017, uma mistura de tristeza e um sincero, um pouco desesperado, desejo de autoconsciência. Para muitos de nós, o ano passado foi sombrio, diversas manchetes e opiniões de pessoas que você conhece (ou siga no Twitter) vindo para você com toda a força. Seguindo nosso caminho de volta à 2017 – seus tiroteios em massa, sua revolta política, suas “falsas novidades” – é como caminhar por um vazio sem fim.

Foi um ano em que cada peça de arte teve o potencial de significar algo politicamente – mesmo quando discutimos assuntos do coração. Williams, de 28 anos, experimentou isso de primeira mão ao escrever o After Laughter. “Nunca fomos uma banda política…Nós não somos o Pussy Riot, e eu sei disso”, ela disse durante uma entrevista recente à Fast Company. “E nem penso que somos o Green Day. Nós realmente gostamos de falar sobre questões profundas do coração e as coisas que as pessoas lutam em silêncio ou sozinhas”.

Mas em 2017, essas reflexões pessoais sobre perda e ansiedade também refletiram as perdas e as ansiedades de uma nação liderada por um presidente que ameaça regularmente a guerra nuclear em explosões de 280 caracteres. Foi assim que o Paramore encontrou-se escrevendo seu álbum mais político até agora. Trechos do álbum como “A realidade vai acabar com seu coração/Sobreviver não será a parte mais difícil/É manter todas as suas esperanças vivas/Quando todo o resto de você morreu” se conecta com os constantes alertas de ataques, cada um aparentemente trazendo piores notícias do que os últimos.

Enquanto isso, em “Rose-Colored Boy” Williams canta sobre um amigo que afirma ser otimista sobre as mudanças no mundo, mas ela simplesmente não está sentindo o mesmo. “As guerras estão aumentando/E eu tirei os meus óculos”, ela proclama.”Você diz ‘nós temos que olhar para o lado positivo’/Eu digo ‘bem, talvez, se você quiser ficar cego.'” Ela fala sobre uma tensão específica entre aqueles que são diretamente afetados por certas decisões políticas (especialmente mulheres e negros) e aqueles que estão satisfeitos com a forma como as coisas estão, ou esperançosos para mudanças positivas. (Se o menino cor de rosa quer fazer a “America Great Again” ou promulgar reformas de justiça social, não está claro). Aqui, Williams se concentrou em um caso específico e ampliou seu olhar para destacar uma mudança mais abrangente na forma como os relacionamentos funcionam quando as crenças ideológicas se chocam.

Embora Williams não se propusesse a fazer um álbum político, era quase inevitável no contexto de como vivemos atualmente – e o After Laughter mostra como as ansiedades pessoais e políticas eram indestrutíveis em 2017 (e provavelmente serão para o futuro previsível). “Eu acho que este é o ano em que tive que parar de me enganar e achar que estou isenta de me irritar com situações políticas”, ela reflete.

Crescendo em Mississippi e em Tennessee, Williams experimentou uma divisão política em casa, causada por homens que eram agressivos sobre suas crenças e causavam conflitos com outros membros da família. “A política era um assunto horrível, realmente horrível quando eu era criança”, ela diz. “Era sempre no Natal, eu me lembro, detestava quando começavam a falar sobre política. Minha mãe não, mas os homens que ficavam a minha volta. E eu nem estava madura o suficiente para saber o que eles estavam falando, mas eu sabia que era desagradável.”

Para Williams, 2016 e 2017 foram também anos de luta pessoal e de auto-avaliação. Ela e o marido, Chad Gilbert, anunciaram sua separação em julho. Enquanto isso, o Paramore teve conflitos públicos com um ex-membro da banda – O membro fundador Josh Farro deu uma entrevista em 2016 onde falou sobre tensões dentro da banda. “Eu estava vivendo a minha própria tempestade, em casa, no meu relacionamento e em minhas amizades também,” disse Williams. “E questionando o que eu queria fazer com a minha vida em geral, se eu queria uma plataforma, se eu queria estar em uma banda e criar música.”

Esses momentos deram origens à músicas que estariam ligadas ao público de uma forma mais ampla. “Todos nós vivenciamos nossas experiências pessoais, mas as pessoas ainda iriam se identificar,” ela afirma. “[O Paramore foi] capaz de falar sobre saúde mental, política e amor de uma forma mais ampla e mais universal”.

Mas refletindo sobre o ano, ela reconhece que a diferença entre o pessoal e o político é cada vez maior. E isso é parte do porquê o After Laughter está tão relacionado com trechos como, “Tudo o que eu quero é um buraco no chão/Você pode me dizer quando estiver tudo bem para eu sair.” Embora ela possa não estar se referindo abertamente aos líderes políticos, esse sentimento de querer se esconder até que tudo tenha acabado é verdadeiro, especialmente se você estiver passando por problemas pessoais em um momento de agitação política. “Eu sinto que você pode escrever uma música que foi inspirada pelo que estamos passando enquanto uma nação e enquanto pessoas sobre uma mesma perspectiva.” diz Williams. “Você pode escrever sobre isso sem ser, como, eu falando sobre o presidente.”

Essas realizações levaram Williams a sentir um senso de responsabilidade sobre o que o Paramore escreve e como ela pode usar sua plataforma. Ela diz que “acha que nunca escreverá um hino político,” mas no After Laughter ela redefine o significado disso. As suas músicas não possuem a mesma força de enfrentamento que as do punk, mas te atingem como uma faca no peito.

“Foi muito interessante ouvir as pessoas relacionarem o nosso álbum ao ano que tiveram por conta do clima político e pelas questões sociais que estamos passando, e pela ansiedade colocada nos jovens e nas pessoas que são minorias.” diz Williams. “Eu acho que nenhum de nós [como artistas] está isento do peso e da responsabilidade que nos foi colocada para nos ajudar a avançar e criar mudanças saudáveis.”

“Eu acho que isso vai mostrar o impacto psicológico das coisas que nós falamos,” ela comenta. “E eu acho que isso também é importante”.

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Por Damaris Albertuni
“Se eu pudesse, tocaria só o After Laughter” – Hayley para o MusicFeeds

O postal australiano Music Feeds recentemente conversou com a banda, na entrevista Hayley, Zac e Taylor falaram sobre os próximos shows, as mudanças que a era After Laughter trouxe à eles, o retorno de Zac Farro e possíveis músicas novas. O Paramore retorna à Austrália no dia 8 de fevereiro com a Tour Four.

Music Feeds: Vocês não fazem tour na Austrália desde 2014, então vão fazer 4 anos assim que fevereiro chegar. Pelo quê vocês estão ansiosos pra essa tour?

Hayley: Nós amamos a Austrália. A gente queria estar fazendo show por lá o tempo inteiro (risos), então estamos prontos pra voltar e ver vocês. Vamos estar por ai quando está um frio congelante em casa então vamos aproveitar um pouco de clima bom e alguns shows enormes, vai ser demais.

Music Feeds: Este álbum apresentou um Paramore que admitiu uma mudança bem grande de estética e som. O que podemos esperar de vocês ao vivo?

Taylor: Bom, vai ter nós três, digo, quatro tocando no palco. Vamos tocar várias músicas e vamos tentar toca-las da melhor maneira possível. Você definitivamente pode esperar por alguns resvalos, por algumas músicas que você gosta e outras que você não goste tanto quanto as outras, mas você também pode esperar que vamos estar muito animados e seremos o melhor que somos.

Music Feeds: Então não vai ser só algo do tipo a tour do “O melhor do Paramore”?

Zac: Acho que o que o Taylor quis dizer é que cada álbum que você lança, é o que deixa você mais empolgado. Então é difícil querer tocar músicas antigas mesmo que a gente ainda ame elas, porque parece que somos pessoas diferentes. Ainda podemos nos conectar com elas e sabemos que são importantes pros fãs, mas quando você lança um álbum novo, é como se você estivesse comprando uma camiseta nova ou algo assim. É a única coisa que você quer vestir. Então vamos vestir bastante as nossas novas camisetas (risos) e algumas outras roupas velhas.

Taylor: Vamos dar aos fãs o pacote completo. Nunca seremos aquelas bandas que só fazem esse tipo de coisa por eles mesmos. Sabemos que as pessoas amam nossas músicas antigas, mas você não pode satisfazer todo mundo, não é?

Music Feeds: Exato, e imagino que seja difícil condensar 10 anos de músicas dentro de apenas uma setlist.

Hayley: Sim! Estamos tentando tocar sons que realmente amamos e que estamos animados pra tocar, seja a primeira vez que estamos tocando ou seja músicas mais velhas que podemos dar uma nova vida. Muitas pessoas que nos apoiam por um longo tempo foram à inúmeros shows do Paramore e nos importamos com isso, queremos ter certeza de que estamos satisfazendo esse pessoal. Mas também… esse é o nosso trabalho e é também a nossa paixão. Realmente, de verdade, a nossa paixão. Estamos tocando juntos e criando músicas do zero, então nós também queremos estar no palco e tocar músicas que nos animam e que não apenas nos conecte individualmente mas também um com o outro. Tenho certeza de que será bem equilibrado, mas pessoalmente, se eu pudesse, estaria tocando só o After Laughter. Se fossemos uma banda só “da Hayley”, tocariamos apenas esse nosso último álbum porque estou animada e orgulhosa dele, então esta é outra boa razão para se estar em grupo: ter todo mundo dando a sua opinião e ajudando a escolher e montar e olhar as coisas de outra perspectiva.

Music Feeds: E músicas como “26”? Porque obviamente o coração desta música está no lindo arranjo de acordes. Vocês terão uma banda completa fazendo a tour com vocês para recriar músicas como essa? Ou vai ser algo mais cru para os shows?

Taylor: Você está deduzindo que vamos tocar essa música (risos).

Music Feeds: Estou apenas tentando pescar alguma coisa.

Hayley: Bom, você conhece algum quarteto ou octeto? (risos).

Music Feeds: Claro, ligue para a Orquestra Sinfônica de Sydney! Tenho certeza que eles topariam.

Taylor: Para aquela música vamos usar um helicóptero para chegar até o Opera House, tocar via satélite e depois voltar pra terminar o show (risos).

Hayley: (Risos) Sim! Ainda temos que tocar essa música com acordes, um dia faremos isso.

Music Feeds: Mesmo sem “26”, eu tenho certeza que vem sendo incrível tocar muitas das músicas do After Laughter ao vivo. As músicas são bem pop e sintetizadas, mas elas também tem letras bastante obscuras. Como é revisar alguns desses momentos no palco?

Hayley: Há noites em que eu acho mais difícil, estaremos tocando e vou cantar uma algo em que não penso faz tempo e que vai me soar de forma diferente. Mas acho que isso é bom. Quero dizer, eu estou falando por mim mesma aqui, mas penso que isso é saudável. Você tem que olhar para o espelho de vez em quando e realmente refletir sobre o que você disse sobre sua vida e a diferença em talvez o que você sente agora. E de muitas maneiras, acho que foi uma cura para todos nós sair e tocar essas músicas para as pessoas. Eu acho que ver outras pessoas se relacionando com elas em sua própria maneira é bom, porque então você fica fora de sua cabeça e percebe que não é a única pessoa a lidar com isso. É mais um tipo de coisa universal. E é por isso que a música é tão incrível. Existem algumas músicas que ainda não tocamos do disco e acho que será bom tocar elas e sentir as emoções e dar a essas histórias uma nova vida.

Music Feeds: E como foi para você Zac? Você obviamente já voltou a banda há um tempo agora, mas foi surreal voltar à estrada e tocar com esses caras?

Zac: Sim! Quero dizer, especialmente porque eu realmente não tinha entrado em turnê desde que eu deixei a banda em 2010. Me sentia um estrangeiro, mas ao mesmo tempo sentia como se fosse a parte de trás da minha mão porque eu tinha feito isso desde que nós éramos crianças. Então, foi incrível. Na verdade, eu vivi na Nova Zelândia há alguns anos e, sem ofender, mas definitivamente tenho uma nova perspectiva sobre turnês e viagens, algo que perdi nos velhos tempos. Então é muito divertido e realmente excitante agora, depois de tudo. É suave.

Music Feeds: “Suave”? É uma gíria que você aprendeu durante esses anos na Nova Zelândia?

Zac: (Risos) Sim! Eu tive que falar ela aqui.

Music Feeds: Vocês foram bem sinceros que houve alguns momentos nos últimos anos em que o Paramore quase chamou de encerramento. Como esse álbum mudou o espaço inicial da banda desde então?

Hayley: Bem, estamos definitivamente rompendo (risos). Não, estamos bem. Na verdade, falamos muito sobre isso. Eu acho que ainda estamos nos beliscando e é bom estar saudável e em torno de amigos. Acho que é apenas algo que aprendemos nos últimos 15 anos uns com os outros, como a diferença em ser realmente muito honesto e apoiar uns aos outros e onde estamos e também ajudando a escolher um ao outro. Você precisa aprender o equilíbrio da fé e do apoio, e nós somos realmente afortunados que amamos estar um ao redor do outro. Na verdade, penso que adoramos estar juntos mais do que adoramos tocar música agora, o que não acontece há muito tempo.

Music Feeds: E quanto a alguma música nova? Vocês estiveram trabalhando em novas coisas enquanto estiveram na estrada?

Taylor: Eu vou dar uma sugestão… não (risos). Nós queremos mas… eu vou te dar uma outra sugestão… ainda não é um sim (risos).

Zac: É, nós teremos que te dar um resposta simples para esta pergunta (risos).

Bem, acho que nós podemos escutar o After Laughter repetidas vezes até que mude para um sim.

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Por Damaris Albertuni
Hayley Williams é uma inspiração para todas as mulheres, músicos e fãs.

Ontem foi aniversário de 29 anos da Hayley, e a revista Alternative Press não deixou a data passar em branco, e assim publicou como Hayley é uma inspiração para todos. Leia abaixo a tradução.

No dia internacional da mulher deste ano, Chrissy Costanza, do Against The Current, compartilhou uma nota sincera agradecendo a Hayley Williams por ser uma inspiração em sua vida.

“Ela me mostrou que está certo para as meninas ficarem loucas. Está certo para as meninas serem poderosas, liderar, mandar, conquistar “, a cantora escreveu. “Os anos mudaram, as cores do cabelo mudaram, a música mudou, mas o espírito empoderado nunca mudou”.

 

O que Costanza está colocando é, em algum nível, um sentimento compartilhado por muitas mulheres nesta cena, músico ou fã: Hayley é uma inspiração para todos nós.

Durante muito tempo, ela foi o único exemplo. Foi para Hayley que olhamos quando descobrimos nossos lugares na cena musical. Sua posição como vocalista em uma das bandas mais bem sucedidas desta cena nos ensinou que as mulheres não são apenas o assunto de letras mesquinhas, que o lugar de uma menina não é apenas na platéia torcendo para homens.

Lindsey Jordan da Snail Mail lembra o momento em que viu Paramore pela primeira vez vividamente. “Eu tinha oito anos e, antes ve-los, não sabia que as mulheres podiam estar nas bandas”, ela diz à AP. “Minha irmã me trouxe para o show e foi quando eu decidi que eu também queria estar em uma banda”.

Embora ela já tenha se tornado uma inspiração para as novas mulheres, Lynn Gunn, também, olha para Hayley. “Eu sou um grande fã de Paramore, e conheci Hayley e ela falou algumas coisas muito legais e tivemos uma conversa legal”, respondeu a vocalista do PVRIS quando perguntado sobre seu momento favorito na APMAS de 2015. “Foi muito mágico. Ela é demais.”

Eu adoraria dizer que o sucesso de Hayley abriu instantaneamente um espaço para que cada mulher fosse ela mesma dentro da comunidade musical, mas isso seria uma mentira. O que aconteceu primeiro era que todos precisávamos ser exatamente como ela, se queríamos um lugar. Não que não pensemos que Hayley seja muito legal – se você olhar rapidamente para o site da AP, você encontrará mais de um post sobre como se vestir como ela. Mas não é isso, né?

Ela não é o rosto das mulheres na cena; todas somos diferentes. Ela não é um exemplo do que devemos fazer, ou como devemos nos parecer. Lynn Gunn, Jenna McDougall, Tay Jardine, Chrissy Costanza, Sierra Kay, Juliet Simms ou qualquer outra vocalista que você possa pensar, não são Hayley Williams, e elas não deveriam ser. Independentemente do que nos foi dito uma e outra vez, nossa cena tem espaço suficiente para um monte de mulheres bem sucedidas e constantemente comparar cada banda com vocalista mulher com o Paramore não está fazendo bem algum. Hayley está longe de ser o fim de todas as bandas de vocal feminino da nossa cena, mas ela é, no entanto, a fonte de inspiração para muitas mulheres, adolescentes e meninas.

Basta, por exemplo, ver todas as vezes que Hayley teve que lidar com essa letra “Misery Business”. Nós já sabemos que Hayley era jovem quando ela escreveu e ela não se identifica mais com as letras. Aprendemos com a primeira vez que um repórter perguntou sobre isso; as outras cem vezes que perguntaram eram simplesmente sexistas. Por que não foram Panic! At The Disco perguntados sobre a letra de “I Write Sins Not Tragedies”? Por que não questionamos o “Me vs. Maradona vs. Elvis” da Brand New até Jesse Lacey ser acusado de má conduta sexual? Hayley teve que lidar com muita besteira e sexismo ao longo dos anos, mas ela sempre lidou com isso tudo. Basta ver como ela abordou a crítica da letra:

“… e essa é a parte engraçada sobre crescer em uma banda com algum grau de sucesso. as pessoas ainda têm meu diário. o passado e o presente. tudo bem. e ruim e embaraçoso isso! mas não tenho vergonha. uma coisa em que eu sou mais agradecida acima de tudo são minhas experiências – incluindo meus erros – me moldaram e me fizeram alguém mais feliz em ser. é sempre estressante trazer vocês para isso, mas quando eu paro e penso…é uma grande honra que alguém se preocupe em primeiro lugar. em conclusão. eu sou uma pessoa de 26 anos. e sim, uma feminista orgulhosa.  talvez não seja perfeita? obrigada por ler isso. “-Hayley Williams escreveu em seu blog em 2015

Quando olhamos para Hayley, vemos uma figura empoderadora. Ela não é apenas a líder de uma banda vencedora do Grammy, ela é uma empresária nomeada na lista de pessoas baixo de 30 anos da Forbes, graças à sua marca de tintura de cabelo vegana premiada (GoodDYEYoung ganhou o melhor tinta de cabelo vegana no Peta2’s 2017 Libby Awards). Ela é imperfeita e ela também é uma pessoa que não tem medo de mostrar um lado vulnerável, informando-nos que tudo bem lutar.

https://twitter.com/yelyahwilliams/status/933188422453227523

 

Nós nos relacionamos com suas letras, de “We Are Broken” do Riot! a “26” do After Laughter. Nós entendemos quando ela se abre sobre sua acne eo que aprender sobre o feminismo significa.

Nos 12 anos desde o álbum de estréia do Paramore, All We Know Is Falling, vimos a vocalista mudar e evoluir. Nós sempre lembraremos de suas diferentes cores de cabelo e as letras poderosas, mas, através das ações de Hayley Williams, aprendemos: podemos fazer o que quisermos e ser quem quisermos ser.

 

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Por Hana Naromia
Retrospectiva: A trajetória do Paramore em 2017

E que ano foi 2017? Para muito foi um ano de transição e mudanças, para o Paramore não foi diferente. Da nossa dupla que voltou a ser trio, das letras sentimentais, entre entrevistas reveladoras, e fatos marcantes, preparamos uma retrospectiva de 2017 da nossa banda preferida, mostrando esse ano tão conturbado nos fez aprender muitas coisas com o Paramore. Então venha com nós lembrar os melhores momentos de 2017.

  • Zac Farro 

No dia 2 de fevereiro foi anunciado o retorno de Zac Farro, que havia deixado a banda em 2010, ele estava trabalhando nas gravações do 5º álbum e (finalmente) retornou à banda. O ano começou mais de maravilhoso para nós não é mesmo?

  • Hard Times

O inicio da era After Laughter se deu com o lançamento de Hard Times no dia 19 de abril. A música foi lançada junto com o videoclipe mais animado e colorido que você viu este ano, hoje conta com mais de 56 milhões de visualizações no YouTube.

  • Told You So

O caminho até o lançamento do álbum deu uma parada para o lançamento da música Told You So no dia 3 de maio, no clipe é possível admirar a banda de gênero neutro mais estilosa que você conhece. Dias depois Told You So ganhou uma live maravilhosa no programa da James Corden, o “The Late Late Show“.

  • Exit/In

O retorno da banda aos palcos após três anos aconteceu no Exit/In em Nashville no dia 10 de maio. Além de ser o primeiro show da nova fase, marcou o retorno aos palcos de Zac Farro como baterista, e também marcou o fim da nossa saudade de ver lives novas pois ninguém é de ferro não é mesmo? Não bastando tudo isso, o Exit/In tem um fator emocional para a banda pois foi o local onde aconteceu o primeiro show oficial do Paramore lá atrás há mais ou menos 13 anos!

  • After Laughter

No dia 12 de maio é lançado o tão aguardado After Laughter. Quinto álbum de estúdio da banda, contendo 12 faixas e sendo o até então o cd com as letras mais profundas, e mostrando um lado do Paramore que ninguém nunca havia visto. Se inaugura uma nova era.

  • Tour One

A primeira Tour do After Laughter iniciou no dia 15 de junho e passou por diversas cidades europeias, contou com várias datas com ingressos esgotados. Durante a passagem por Londres a banda participou do programa Live Louge da BBC onde tocou um cover da música Passionfruit do Drake!

  • Documentário Spotify

O Spotify nos presenteou com um pequeno documentário sobre o Paramore, foi gravado em Nashville e mostra Hayley, Taylor e Zac lembrando como se conheceram, como foi o inicio da banda e como como a banda se sente hoje.

  • The Fader

A edição de julho/agosto da revista The Fader estampou Hayley Williams na capa, na entrevista ela fala sobre os problemas que passou nos últimos anos, citando o período que sofreu de depressão e ansiedade, além de declarar que saiu da banda por um curto tempo. Se você não leu a entrevista completa leia aqui, e de preferência com um copinho de água do lado.

  • Tour Two

Em setembro o Paramore deu inicio a segunda turnê do After Laughter e passou por cidades dos EUA e Canadá. Como de costume várias cidades tiveram ingressos esgotados. A Tour Two nos trouxe um novo hino que foi o live da música “26“!

  • Personal Fest

Em novembro desde ano a banda esteve na Argentina para o Personal Fest, e já que o Paramore não deu um pulo no BR os fãs brasileiros foram até lá! Teve Brasil no palco com a banda em Misery Business!

  • Fake Happy

No dia 17 de novembro o single Fake Happy ganhou um vídeoclipe estrelado por Hayley Williams e dirigido por Zac Farro.

  • 2017

Durante o ano o Paramore anunciou a terceira edição do Parahoy que acontecerá entre os dias 6 e 10 de abril de 2018! em 2017 também se comemorou os 10 anos do álbum Riot!

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Por Damaris Albertuni
Hayley Williams: Na tóxica masculinidade da música

O portal de música australiano Don’t Bore Us publicou em seu site uma breve conversa que teve com o Paramore via e-mail onde Hayley falou um pouco sobre seu ponto de vista na questão da masculinidade e conduta sexual no meio musical.

“Este ano tem sido difícil em termos de artistas que gostamos, e até mesmo amamos, sendo presos por má conduta sexual. A cena musical alternativa tem um problema com “masculinidade tóxica” (nossas palavras), e tem sido difícil chegar a um acordo com tantas pessoas que admiramos caindo em desgraça. Hayley Williams do Paramore conversou com nós sobre o assunto – você pode ler seus pensamentos abaixo:

Foi um ano muito difícil para homens e mulheres… tentando passar por todas essas histórias e alegações. Questionando seus ídolos. Não acredito que nenhum ser humano seja digno de ser adorado porque todos nós temos exatamente a mesma capacidade de machucarmos uns aos outros, nos machucar, e geralmente fazer uma absoluta bagunça da vida que nos deram.

E limitá-lo para a questão da masculinidade e do gênero é difícil. Claro, os meninos precisam começar a ver exemplos de vulnerabilidade e respeito pelo sexo oposto ainda muito jovens. Mas também não deve ter a ver apenas com gênero e sexualidade. Deve ter a ver com a humanidade e a coexistência.

De alguma forma, mulheres e homens (ou meninas e meninos) têm que aprender a falar sobre essas questões de uma maneira – em conjunto – que é suficientemente vulnerável para que as pessoas aprendam algo. Estou cansada de ver pessoas falando de arrependimento e não de um lugar de inteligência real sobre o assunto. Tem que haver uma conversa educativa e compassiva para que possamos antecipar estes problemas antes de se transformarem em uma verdadeira dor.

-Hayley”

Pouco tempo depois que o artigo foi publicado Hayley escreveu em seu twitter:

espere … eu amo vocês, mas não escrevi um ensaio. Eu respondi uma pergunta em uma entrevista por e-mail que nós três participamos???

O Don’t Bore Us respondeu:

Você está certa – julgamos mal a situação e alteramos o artigo. O post completo com toda a banda estará nas próximas semanas, nós apenas respeitamos sua visão tanto que pensamos que precisava de seu próprio lugar para brilhar. P.s, estamos tão entusiasmados para vê-la em turnê. Muito amor <3

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Por Damaris Albertuni
After Laughter entre os 50 melhores álbuns do ano segundo o Stereogum

O último álbum do Paramore apareceu em mais uma lista dos melhores álbum lançados em 2017, desta vez o After Laughter aparece na 37ª posição da lista do site Steriogum que listou os 50 melhores álbuns do ano. O texto destaca as composições que fazem referência à temas como depressão e frustrações, além de elogiar a construção musical das canções. Confira a crítica feita por Chris DeVille:

Qualquer um que se pegou passando por um breve momento de consolo das suas frustrações através de um discurso de Facebook perfeitamente trabalhado provavelmente pode se relacionar com o After Laughter. Muitos compositores criam depressão e descontentamento, mas poucos o fazem com a franqueza e o fervor que Hayley Williams trouxe para o último lançamento do Paramore. Seja atirando contra o otimismo infundado (“Rose-Colored Boy”), a falsa sociedade polida em uma camada superficial de contentamento (“Fake Happy”), ou a futilidade da fé em heróis (“Idle Worship”), ela cravou o pop rock do Paramore com tiros de pessimismo que seriam difíceis de engolir se a música não fosse construída de forma tão contagiosa. Uma vez que você estiver ajustado na reforma retro da banda, as músicas são uniformemente espetacular – especialmente as baladas “Forgiveness” e “26” em que a dor o qual conduz ao trajeto mais agressivo é descoberta e convertida em algo como beleza. –Chris DeVille

 

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Por Damaris Albertuni
After Laughter entre os 50 melhores álbuns do ano

A revista NME divulgou sua lista anual dos 50 melhores álbuns lançados no ano, o Paramore garantiu a 20ª posição com seu último lançamento After Laughter! A lista completa está disponível no site da NME.

Os emos foram para o pop em seu quinto álbum, um lançamento enganosamente alegre que mostra Hayley Williams em luta com a saúde mental. Com certeza, faixas como ‘Hard Times’, ‘Fake Happy’ e ‘Told You So’ poderiam soar como uma explosão de power-pop e new-wave nos anos 80, mas liricamente elas lidam com ansiedade, depressão e as merdas da vida. O primeiro lançamento da banda do Tennessee desde o retorno do baterista Zac Farro (que deixou a banda em 2010), e a saída do baixista Jeremy Davis, significa que tudo mudou na casa do Paramore – no entanto, o resultado é uma banda não só atualizada, mas refrescantemente honesta.

 

 

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Por Damaris Albertuni